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Bruno Lage Assessor de Investimento

Transparência

Como eu sou remunerado

Esta página existe porque a pergunta é legítima e quase nunca é respondida sem rodeio. A Resolução CVM 179 vai obrigar o mercado inteiro a essa transparência. Prefiro chegar antes.

De onde vem a minha receita

Sou assessor de investimento vinculado à Invest Smart Assessor de Investimento Ltda., que mantém contrato de distribuição de produtos financeiros com a XP. A minha remuneração vem de comissão sobre os produtos distribuídos. É assim que este modelo funciona, e é assim que eu ganho a vida.

Não publico os percentuais aqui, e vou ser direto sobre o motivo: número solto, fora do contexto da sua carteira, informa mal. Comissão sobre um produto de dois anos não se compara com a de um produto de vinte, e a tabela sem a conversa vira ruído. Os valores que se aplicam ao seu caso eu abro na reunião, com o seu patrimônio na mesa, e depois, sempre que você pedir.

O compromisso que vale mais que a tabela

Sempre que uma recomendação envolver um produto que me remunera mais que a alternativa razoável, eu digo isso na hora da recomendação. Não depois, não só se você perguntar, e não em letra miúda.

Onde estão os conflitos

Todo modelo de remuneração cria algum conflito. Quem diz que não tem conflito nenhum ou não entendeu o próprio modelo, ou está omitindo. Os meus são estes:

  • Remuneração ligada a produto cria incentivo a movimentar. O antídoto é estrutural, não moral: eu registro por escrito as recomendações de não fazer nada, e elas aparecem no seu plano anual como decisão tomada. Uma reunião que termina sem mudança nenhuma é um resultado legítimo, e frequente.
  • Produtos diferentes remuneram de forma diferente. É o conflito central deste modelo, e a razão do compromisso acima.
  • Crescer a carteira é do meu interesse. Por isso o diagnóstico vem antes da proposta, e os três primeiros encontros acontecem sobre o seu caso, não sobre um produto.

O que você pode exigir de mim

  • O detalhamento da minha remuneração, sempre que pedir, sem constrangimento.
  • A comparação com a alternativa, quando houver mais de um caminho.
  • A resposta "não sei, pesquiso e te retorno em 48 horas", quando for o caso.

Esta página conta metade da história: o que eu custo. A outra metade, de onde vem o valor que justifica esse custo, está em De onde vem o valor de um assessor.

As três perguntas que você deveria fazer a qualquer assessor

  1. Quanto você ganhou para me atender no último ano?
  2. Em qual das nossas últimas reuniões você me recomendou não fazer nada?
  3. Que tipo de cliente ou de negócio você recusa?

São as mesmas que eu acho que deveriam ser feitas para mim. A terceira está respondida em O que eu não faço.

Próximo passo

Os números do seu caso, na reunião

O diagnóstico vem primeiro: oito dimensões e riscos priorizados. A conversa sobre remuneração acontece quando houver o que recomendar.

Fazer o diagnóstico